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[Resenha] Simplesmente Ana- Marina Carvalho

Título: Simplesmente Ana 
Autora: Marina Caravalho
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Ano: 2013
Classificação: 4/5


Sinopse: Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha… Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex. Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro. A não ser… A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam. Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.


Resenha: Simplesmente Ana conta a história de Ana Carina Bernardes Markov, uma mineira de 20 anos, estudante de Direito e que vê sua vida mudar drasticamente ao receber uma mensagem de um homem dizendo ser seu pai.


Desculpe, mas acho que sou seu pai.

Se não é fácil crescer sem um pai, imagina como ela fica quando descobre que ele não sabia da sua existência? Agora imagine a reação dela ao descobrir que seu novo pai é um rei, isso mesmo, ele é o rei de um país europeu chamado Krósvia. Pronto, agora ela pode surtar certo?


Diante de tantas emoções e descobertas, Ana aceita o convite dele para passar alguns meses em Krósvia, onde eles poderiam se conhecer melhor e para que ela conhecesse seu amado país. A partir daí, ela começa a viver um sonho onde castelos, príncipes e princesas existem podendo realizar o desejo de viver um conto de fadas como a maioria das meninas.

A escadaria da frente do castelo era um prenúncio do que viria a seguir. De alguma forma, ela me pareceu meio familiar. Acho que me lembrou a mansão do Sr .Darcy  n o filme Orgulho  e Preconceito.  Os degraus eram de mármore, ladeados por um guarda-corpo em colunas. Tudo muito antigo.

Mas, ao conhecer Alexander, enteado de seu pai, ela percebe que nem tudo seria tão divertido assim. Alex é um jovem de 25 anos e que no início desconfia dela se mostrando um homem insuportavelmente irritante, mal-educado e absurdamente lindo. 

Procurei não dar atenção ao encontro de nossas mãos, unidas pelo único propósito de me guiar até onde Alexander pretendia me levar.  Mas que aquele contato inesperado mexeu com meus nervos, ah, mexeu. Afinal, sou mulher, sou humana e tenho hormônios. Ninguém em meu lugar ficaria indiferente àquele modelo de testosterona, tão másculo, tão charmoso e lindo. Ele podia ser o cara mais irritante do mundo, mas ainda assim sabia ser gostoso.

Não vou falar mais para não atrapalhar a leitura de vocês, mas posso dizer que Marina fez um ótimo trabalho! Eu, simplesmente, devorei o livro que tem uma escrita leve e divertida. Nós acompanhamos as mudanças de Ana que vê sua vida mudar totalmente após receber o status de princesa. Apesar do clichê e de ter achado o início corrido, a leitura é viciante o que faz o tempo passar voando sem que você perceba!

Simplesmente Ana é o primeiro livro da escritora brasileira Marina Carvalho e posso dizer que ela não poderia ter começado melhor! Apesar do enredo lembrar o livro O Diário da Princesa da autora Meg Cabot, Marina dá identidade a história e, uma das coisas que eu mais gostei foi que Ana mantém sua identidade brasileira no país europeu. Ela ensina receitas típicas brasileiras e o significado da palavra saudade.

Também preciso falar que, mais uma vez, a editora Novo Conceito fez um ótimo trabalho com essa capa linda que chama atenção dos leitores a primeira vista.

Sempre ouvi dizer que saudade é uma palavra exclusiva da língua portuguesa. Quando dizemos que estamos com saudade, significa que sentimos uma falta tão imensa de alguém que a dor queima no peito. É como se a alma ficasse meio perdida sem a proximidade das pessoas de quem temos saudade. 

Book Trailer






Continuação













A continuação será lançada durante a Bienal de São Paulo deste ano! Confira a resenha exclusiva de De repente, Ana clicando aqui.









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[Resenha] Pode Beijar a Noiva- Patricia Cabot

Título: Pode beijar a noiva
Autora: Patricia Cabot
Editora: Essência
Páginas: 240
Ano: 2011
Classificação: 4/5


Sinopse: Apenas um homem poderia propor a ela casamento... 
Emma Van Court, dama de uma família londrina, jamais esperava ficar viúva e sem vintém na aldeia escocesa de Faires. E quando uma fortuna lhe foi prometida, se ela tornasse a se casar, a bela professora deparou-se com um mosaico de homens solteiros lutando por suas atenções, desde o pastor local até um detestável barão.
Um doce beijo selaria aquele amor... James Marbury, conde de Denham, era moderno e sofisticado... e totalmente desacostumado às estradas lamacentas e aos telhados de palha de Faires, para onde viera depois de saber do falecimento de seu primo Stuart. E sem demora ficou exasperado ao descobrir que seu amor louco e intenso pela viúva Emma continuava tão forte quanto antes.
Diante de tantos homens solteiros que a cortejavam, James encontrou uma única solução: oferecer-se como marido temporário para Emma... mesmo que secretamente ele desejasse fazer seus votos durarem para sempre.


Resenha: Pode beijar a noiva é um livro de Patrícia Cabot, mais conhecida por Meg Cabot, e publicado pela editora Essência. Até então eu não tinha lido nenhum livro da autora e para começar escolhi este que é um romance de época, meu gênero literário favorito.
Minhas expectativas estavam bem altas no início da leitura, principalmente por ter ouvido ótimos comentários sobre Cabot. Mas, antes de dizer minha opinião vou falar sobre o que se trata a narrativa.



A história se passa em Londres no século XIX e narra a história da bela jovem Emma Van Court, uma menina órfã que foi criada por uma família muito rica e amorosa. Emma é uma jovem simpática, elegante, caridosa e que encontra em Stuart o homem da sua vida não conseguindo imaginar um futuro longe dele.

Depois da proibição do casamento, Emma foge, se casa com o jovem rapaz e segue para uma distante ilha do mar da Escócia onde irão viver. Mas, o que se esperava ser o casamento perfeito de muito amor se tornou um peso e ela percebeu que sua decisão em fugir foi precipitada. Stuart era muito religioso e, por isso era rigoroso em suas ações e nas atitudes da esposa. Emma estava morando num lugar frio e distante e sua vida estava longe de ser o que ela imaginava para si. Quando ela achava que sua situação não poderia piorar, seu marido morre. Agora, ela estava sozinha num lugar frio e distante.

Após a morte do marido, Emma descobre que deixaram uma herança para ela, mas para desfrutar o dinheiro ela precisaria se casar novamente. O boato logo se espalhou pela ilha e, a partir daí ela recebe inúmeros pedidos de casamento.

O dia não começava bem para Emma Van Court Chesteron. Não que esse dia fosse pior do que qualquer outro durante os últimos doze meses. Exceto por alguns poucos que tinham sido mais amenos, todos os dias foram muito ruins.

Alguns meses se passam até que uma visita inesperada surge em sua porta: James Marbury, o Conde de Denham e primo de Stuart. É nesse momento que ela percebe que a sorte, definitivamente, não está ao seu favor. Isso porque James foi a peça fundamental que proibiu seu casamento. Ele era a última pessoa que ela queria ver no momento, mas uma proposta absurda e, ao mesmo tempo irrecusável faz com que ela repense seus conceitos sobre o jovem e rico rapaz.

(...) o recém-chegado começou a aproximar-se da cabana e Emma, olhando com atenção pela primeira vez, entendeu que esse dia seria o pior de todos. Aquele homem não era nenhum desconhecido.

Sua vida toma um novo rumo quando James descobre a “perseguição” que ela vinha sofrendo por todos os homens solteiros da ilha. A fim de ajudá-la ele faz uma proposta de casamento temporário, assim, ela poderia desfrutar a herança e, depois se divorciaria dele. E agora? Será que Emma é capaz de esquecer as mágoas do passado e aceitar a “ajuda” do conde? O fato de seu coração bater mais forte toda vez que ela está com ele também não a ajuda em nada.

Desde sua chegada na ilha, James tenta de todas as formas se redimir com a dama por tê-la feito sofrer, mas a verdade é que ele sempre esteve certo em relação ao casamento escondido. No início há muitos brigas e discussões, mas aos poucos James quebra o gelo do coração da jovem e eles vão conhecendo, juntos, um novo sentimento.

Gostei dos personagens e da forma como a autora criou um romance gostoso de ler mesmo com tantas mágoas do passado. Emma é uma mulher corajosa, forte e que no fundo guarda seu sonho de felizes para sempre. James é um rapaz bonito, rico e vaidoso que começa a mudar depois do casamento de seu primo com sua bela amiga Emma.

Apesar de adorar romances de época este não está entre meus favoritos. Eu gostei da história em si e da escrita da autora, mas tive a sensação de que faltou alguma coisa. Minhas expectativas não foram alcançadas por completo, mas isso não mudou o fato de eu ter gostado da narrativa que é muito divertida. Indico a todos que gostam de romances de época com uma pitada de humor, mas é importante ressaltar que há descrição de algumas cenas íntimas do casal e, por isso, não recomendo a leitura para menores de idade. Boa leitura!!

- Eu a amei desde que você deixou do colégio. Mas Stuart chegou primeiro.          

[Resenha] A Ilha dos Dissidentes- Bárbara Morais

Título: A Ilha dos Dissidentes 
Autora: Bárbara Morais
Editora: Gutenberg
Páginas: 306
Ano: 2013
Classificação: 5/5 


Sinopse: SER LEVADA PARA uma cidade especial não estava nos planos de Sybil. Tudo o que ela mais queria era sair de Kali, zona paupérrima da guerra entre a União e o Império do Sol, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que pudesse ser um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas que os fazia ter habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se adaptar a uma nova realidade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra.



Resenha:  A distopia é narrada em primeira pessoa pela personagem Sybil Varuna que vive em Kali, uma zona da constante guerra entre seu país União e o Império. A menina de 16 anos foi criada em uma casa de órfãos pela senhora Vovó Clarisse e, apesar de ter recebido amor e carinho seu sonho é conseguir sair da cidade e não entrar para o exército.



Quando Sybil finalmente tem a chance de fugir da guerra, para ser refugiada, uma incrível descoberta surge mudando totalmente seu destino: ela é uma anômala. 

Depois de ter sido a única sobrevivente do naufrágio do navio Titanic III, Sybil passou por uma série de exames que constataram que a menina era, de fato, uma anômala, ou seja, apresenta mutações genéticas que conferem a ela habilidades especiais.

― Agora que sabe da sua condição, evite ao máximo se aproximar dos humanos normais. Mantenha conversas apenas com oficiais e pessoas do seu tipo. ― Ele se levanta, não parecendo mais simpático. ― Só faça qualquer outro contato com autorização. Não se meta em problemas.

Essa descoberta muda totalmente o destino da menina e ela é transferida para uma cidade destinada apenas aos anômalos chamada Pandora, ganhando uma família adotiva. Em Pandora, os moradores vivem igual a população normal, mas a diferença é: eles aprendem e desenvolver e controlar seus poderes.

A nova vida de Sybil é bem diferente da anterior. Pandora é uma cidade limpa, segura e a população tem acesso à água e a comida com diversidade. Além disso, a nova família da menina é ótima para ela e os novos amigos são muito receptivos. Ela nunca poderia ter imaginado uma vida melhor, mas toda essa tranquilidade muda quando ela menos espera. 

Os mistérios surgem desde o início da narrativa: Qual o motivo da guerra entre a União e o Império do Sol que já dura há anos? Por que os anômalos são isolados do restante da população precisando usar roupas amarelas e viver em cidades especiais? Por que os anômalos são cadastrados pelo governo e precisam de autorização para sair de sua cidade? Mas, a onda de mistérios se intensifica quando Sybil entra para a tão almejada turma de TecEsp- Estudos Avançados de Técnicas Especiais.

Aparentemente, todos os alunos da escola querem uma vaga nessa aula e essa disputa chega a criar brigas e rivalidades. Mas, o motivo de tanto interesse Sybil não sabia explicar. Até chegar seu primeiro dia de aula...

São três regras muito simples: você não diz para ninguém o que se passa por aqui. Você não faz alarde que é parte desta turma. E você sempre respeita os outros membros. Se você descumpri-las, sua vida vai virar um inferno, certo?

A partir daí, o livro ganha um ritmo acelerado de acontecimentos prendendo o leitor até a última página. E o que acontece depois? O leitor fica parado, olhando para a página, totalmente extasiado, pelo menos foi assim que eu me senti.

A ilha dos dissidentes é o primeiro volume da trilogia Anômalos da autora Bárbara Morais, publicado pela editora Gutenberg. As folhas são amarelas e a capa, linda por sinal, tem tudo a ver com a história.

Ao terminar a leitura eu fiquei com muito gosto de quero mais. São tantos mistérios em uma história tão boa que desde então conto os dias para o lançamento do segundo volume. Recomendo de olhos fechados, principalmente para quem curte distopias. Sem falar que é literatura nacional!!! 

― Cidades especiais. ― A voz grave do professor me assusta e tenho um sobressalto. Andrei me segura pelo braço, para me acalmar. ― Cidadãos especiais. Técnicas especiais. Se nós somos tão especiais, por que estamos presos aqui?

O lançamento do próximo livro da trilogia, A Ameaça Invisível, já tem data de lançamento: será na Bienal do Livro em São Paulo no dia 23/08 às 14hrs no estande da editora. 

Divulgação da Capa do próximo volume



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