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[Resenha] O Pessegueiro- Sarah Addison Allen

Título: O Pessegueiro 
Autora: Sarah Addison Allen
Editora: Planeta
Páginas: 240
Ano: 2013
Classificação: 5/5 


Sinopse: Willa Jackson vem de uma antiga família que ficou arruinada gerações antes. A mansão Blue Ridge Madam, construída pelo bisavô de Willa durante a época área de Walls of Water, e outrora a mais grandiosa casa da cidade, foi durante anos um monumento solitário à infelicidade e ao escândalo. Mas Willa soube há pouco que uma antiga colega de escola – a elegante Paxton Osgood – da abastada família Osgood, restaurou a Blue Ridge Madam e a devolveu à sua antiga glória, tencionando transformá-la numa elegante pousada. Talvez, por fim, o passado possa ser deixado para trás enquanto algo novo e maravilhoso se ergue das suas cinzas. Mas o que se ergue, afinal, é um esqueleto, encontrado sob o solitário pessegueiro da propriedade, que com certeza irá fazer surgir coisas terríveis. Pois os ossos, pertencentes ao carismático vendedor ambulante Tucker Devlin, que exerceu os seus encantos sombrios em Walls of Water setenta e cinco anos antes, não são tudo o que está escondido longe da vista e do coração. Surgem igualmente segredos há muito guardados, aparentemente anunciados por uma súbita onda de estranhos acontecimentos em toda a cidade.


Resenha: A narrativa se passa na cidade montanhosa de Walls Of Water na Carolina do Norte e envolve as famílias: Jackson e Osgood, mais precisamente, Willa Jackson e Paxton Osgood.

Bem-vindo a Walls of Water, um lugar onde o aroma das flores envolve o ar e os pássaros parecem ter algo a dizer.

Willa é uma mulher de 30 anos, dona de uma loja esportiva para turistas e vive uma chata rotina de trabalho e casa. Sua vida tomou esse rumo após a morte do pai que provocou um sentimento de culpa nela, por não ter dado orgulho a ele: ela era piadista do ensino médio criando diversos problemas na escola, largou a faculdade e acabou trabalhando em uma lanchonete. A partir desse momento, Willa decide voltar à cidade e viver a vida calma que o pai viveu.

Paxton é uma socialite, líder do Clube Social Feminino da cidade e que mostra perfeição, tanto na aparência, como em seus atos. Mas, por trás dessa perfeição há uma mulher frágil, sem amigas, que carrega o peso de ter uma mãe que não consegue deixar a filha viver sua vida, além de sofrer uma paixão não correspondida por seu melhor amigo Sebastian. Ao assumir a responsabilidade de restaurar a tão conhecida mansão Blue Ridge Madam, a pressão sobre ela só aumenta.


A vida dessas mulheres se cruzam e elas descobrem que juntas precisam desvendar os mistérios que envolvem suas famílias.


Era só uma questão de tempo até que tudo viesse à tona. Segredos nunca permanecem sepultados, independentemente do esforço que você faça.
Tudo começa quando Willa recebe um convite de Paxton para a inauguração da mansão Blue Ridge Madam e o 75º aniversário do Clube Feminino. Paxton envia esse convite, pois planeja fazer uma homenagem as avós de ambas que fundaram o Clube em 1936. Simultaneamente ao convite, chega à cidade Colin Osgood, irmão gêmeo de Paxton que guarda uma forte admiração por Willa.

A partir daí vários mistérios surgem envolvendo a mansão, as duas famílias em questão e um pessegueiro plantado no jardim da casa. Agora, essas duas mulheres precisam se unir para desvendar os mistérios que ligam suas avós e, acabam encontrando apoio uma na outra.

Willa precisa enfrentar seus medos e mágoas e, encontra em Colin, um homem lindo e carinhoso por quem seu coração bate mais forte.
Paxton precisa enfrentar a si mesma para buscar sua felicidade e adquirir a independência tão almejada.

Se alguém estivesse prestando atenção aos sinais, teria percebido que o ar fica esbranquiçado quando as coisas estão prestes a acontecer, os cortes de papel significam que há mais coisas escritas na página, palavras que os olhos não podem ver, e os pássaros estão sempre a postos, para protegê-lo daquilo que você não vê.

O Pessegueiro é, acima de tudo, um livro sobre a importância de uma amizade e nos ajuda a enxergar que com medo não alcançamos a felicidade. O cenário, os mitos da cidade e os mistérios tornam o livro mágico, leve e apaixonante. Durante a leitura, eu consegui sentir como se eu realmente estivesse em Walls Of Water, vivendo aquela história, respirando e sentindo o mesmo que os personagens. Senti-me, quase que flutuando em palavras com a ótima escrita da autora Sarah Addison Allen. Eu adorei a narrativa que foi boa do início ao fim. A autora, não deixou nenhum ponto solto e o final não poderia ter me agradado mais.

Este foi o primeiro livro que eu li da autora e me arrependo por não o ter comprado antes. Me apaixonei totalmente pela história e digo que sim, este livro pode ser julgado pela capa pois a beleza, suavidade e delicadeza estão presente dentro e fora da obra.

Não sei se consegui descrever o quão bom o livro é então só me resta dizer: por favor, leiam!


A felicidade é um risco. Se você não sentir um pouquinho de medo, não estará fazendo a coisa certa.

Outras Capas

                      The Peach Keeper              A Árvore dos Segredos


Resenha: Uma Curva na Estrada- Nicholas Sparks

Título: Uma Curva na Estrada 
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Ano: 2013
Classificação: 5/5


Sinopse: A vida do subxerife Miles Ryan parecia ter chegado ao fim no dia em que sua esposa morreu. Missy tinha sido seu primeiro amor, a namorada de escola que se tornara a companheira de todos os momentos, a mulher sensual que se mostrara uma mãe carinhosa. Uma noite Missy saiu para correr e não voltou. Tinha sido atropelada numa rua perto de casa. As investigações da polícia nada revelaram. Para Miles, esse fato é duplamente doloroso: além de enfrentar o sofrimento de perder a esposa, ele se culpa por não ter descoberto o motorista que a atropelou e fugiu sem prestar socorro. Dois anos depois, ele ainda anseia levar o criminoso à justiça. É quando conhece Sarah Andrews. Professora de seu filho, Jonah, ela se mudou de Baltimore para New Bern na expectativa de refazer sua vida após o divórcio. Sarah logo percebe a tristeza nos olhos do aluno e, em seguida, nos do pai dele. Sarah e Miles começam a se aproximar e, em pouco tempo, estão rindo juntos e apaixonados. Mas nenhum dos dois tem ideia de que um segredo os une e os obrigará a tomar uma decisão difícil, que pode mudar suas vidas para sempre. Nesta obra, Nicholas Sparks escreve com incrível intensidade sobre as difíceis reviravoltas da vida e sua incomparável doçura. Um livro sobre as imperfeições do ser humano, os erros que todos cometemos e a alegria que experimentamos quando nos permitimos amar. 

Resenha:  A frase, “Às vezes, quando se busca o amor, primeiro é preciso encontrar o perdão”, contida na capa do livro resume toda a trama. Mais uma vez Nicholas Sparks nos emociona com uma história de amor, carinho, perda e dor, nos mostrando que, apesar das surpresas da vida, que nem sempre nos agradam, é possível buscar sua felicidade. Mas, para buscá-la devemos jogar fora as mágoas do passado e praticar o perdão.
Após a morte da esposa Missy, Miles Ryan perde o rumo da sua vida e fica obcecado em encontrar o criminoso que atropelou sua mulher. Dois anos se passam e a situação é a mesma. Ele mantém sua rotina de trabalho como subxerife de New Bern, uma pequena cidade histórica onde todos se conheciam, além de cuidar do filho Jonah, já com seus 7 anos.  

Mas, ao receber um recado para conversar com Sarah Andrews, professora do menino, Miles não poderia imaginar que tudo em sua vida iria mudar.

“Foi então que Miles viu Sarah Andrews pela primeira vez. Considerando tudo o que aconteceria a partir dali, Miles sempre se surpreenderia com algo em relação àquele momento: ele não sentiu os pelos da nuca se eriçarem, não ficou imaginando seu futuro juntos, não teve qualquer sensação notável. No entanto, iria sempre se lembrar da própria surpresa ao constatar que Charlie tinha razão: ela era mesmo bonita.”

Também marcada pelo sofrimento, após o término de seu casamento, Sarah se mudou para New Bern a fim de recomeçar sua vida. Como os pais já moravam na cidade há um tempo ela achou a ideia interessante e, desde então tem gostado da cidade embora não conseguisse se ver morando ali para sempre. Mas, ao conhecer Miles, ela sente despertar dentro de si um sentimento que há muito não sentia.

“Ele com certeza não era o que ela havia imaginado. Quando Brenda lhe dissera que ele trabalhava com o xerife, Sarah na mesma hora visualizara um homem acima do peso, com a calça sob a barriga, óculos de sol espelhados e a boca cheia de fumo de mascar. Imaginara-o adentrando sua sala de aula a passos largos, com os polegares enfiados nos passadores do cinto e falando com um sotaque carregado. Sobre que assunto mesmo a senhora queria falar comigo, dona? Mas Miles não era nada disso.”

O início do relacionamento deles, em minha opinião, tem uma leve dose de humor. Isso porque Miles é extremamente tímido e, considerando que a falecida esposa foi sua única namorada, ele não tem experiência nenhuma em relacionamentos. Depois do primeiro encontro tudo segue perfeitamente bem. Aos poucos, Miles deixa de lado sua obsessão de trabalhar na investigação do assassinato da esposa e abre seu coração para receber o novo amor que surgiu em sua vida.

Jonah, que antes sofria com a distância do pai, consegue melhorar na escola e volta a ser uma criança feliz. E assim, o casal e o menino vão criando uma sólida relação de amor e carinho.
“Eu simplesmente sei que falta algo na minha vida e que, antes de conhecer você, eu nem me dava conta disso.― Eu te amo ― falou, sem conseguir conter as palavras. Ela segurou as duas mãos dele e as levou ao peito. ― Ah, Miles, eu também te amo ― sussurrou.”

Mas, quando tudo parecia estar se encaixando, o romance é abalado quando uma nova pista sobre o assassino de Missy surge. O casal passa por momentos difíceis tentando manter o amor que sentem um pelo outro forte o bastante para suportar as adversidades e os mistérios que são revelados.

Este é um dos livros do Nicholas que eu mais gosto. O autor, além de criar uma história emocionante, nos ensina a importância de não guardar sentimentos como raiva, mágoa e revolta, pois ao fazer isso nós estamos prejudicando a nós mesmos e nos privando de alcançar a felicidade. Super recomendo!!!
  




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[Resenha] A Luz Através da Janela- Lucinda Riley


  Sinopse: A Segunda Guerra Mundial deixou muitos destroços e segredos familiares principalmente na família de Emilie, os De La Martinières. Quando sua mãe faleceu, deixando o legado do château da família para ela, a única herdeira, Emilie fica devastada e quer vender tudo para que possa voltar à sua rotina comum de veterinária. Entretanto, Sebastian Carruthers aparece em sua vida para ajudá-la a cuidar de toda a documentação e a consola nos momentos mais difíceis. Emilie se apaixona pela sua gentileza e decide se casar com ele. Assim, ela se muda para a casa do marido, Blackmoor Hall, em Yorkshire. Contudo, a vida que ela, ingenuamente, pensa estar começando bem, trará a ela muitas surpresas e revelações do presente e do passado de toda uma geração. 


Título: A Luz Através da Janela |Autora: Lucinda Riley |Páginas: 539|Editora: Novo Conceito|Ano: 2012 |Classificação:  5/5 | SKOOB


Resenha: Neste livro a autora Lucinda Riley mantém o mesmo estilo do livro A Casa das Orquídeas. Ela mescla passado e presente com maestria de uma forma que o leitor se vê preso as duas épocas da história.




O presente tem como cenário uma França de 1998 e a narrativa se inicia com a morte da mãe de Emilie de la Martinières que fica sozinha e com a responsabilidade de organizar e decidir sozinha o futuro do grande patrimônio da família.


Desde a infância Emilie sofreu com a distância da mãe que vivia para sua nobreza. Valérie deu uma boa educação e um lar de qualidade para a menina, mas não notava a presença da filha. Emilie não se parecia fisicamente com a mãe, não tinha aptidão para as aulas de balé e aulas de piano, seu corpo não era compatível com os vestidos que a mãe insistia que ela usasse e, Emilie, claramente, não gostava das festas e de se socializar. Todos esses fatores foram distanciando cada vez mais as duas.

“― Às vezes olho para você, querida, e nem acredito que seja a filha a quem dei à luz― dizia a mãe em uma de suas raras visitas ao quarto de Emilie antes de ir à ópera. ― Bom, pelo menos você tem meus olhos.”

Já a relação com seu pai era diferente. Apesar da distância de Édouard que passava grande parte do seu tempo no château colecionando livros raros, os dois tinham uma relação de carinho e amor. No entanto, aos quatorze anos de idade Emilie perdeu seu pai. Ela teve de lidar com a solidão e a distância da mãe.

― Papai, eu adoro ficar aqui no campo com você. Há uma escola na vila e eu poderia estudar lá e cuidar de você. Você deve se sentir muito sozinho aqui no château, sem ninguém ao seu lado.Édouard lhe acariciava as bochechas com carinho, mas balançava a cabeça negativamente.―Nada disso, pequena. Por mais que eu a ame, você deve voltar a Paris e aprender suas lições. E também precisa saber como se tornar uma dama, como sua mãe. 


Em meio à solidão e ao peso das responsabilidades de gerenciar os negócios da família, Emilie conhece Sebastian Carruthers, um rapaz bonito e atencioso que mostra um interesse imediato por ela. Ele se aproxima dizendo que sua avó, Constance Carruthers conheceu o pai de Emilie durante a Grande Guerra e a partir daí eles começam a conversar.

Descobri recentemente que ela e Édouard de la Martinières, que acredito ser seu pai, trabalharam juntos durante a Segunda Guerra Mundial.

Eles se envolvem e criam um relacionamento que, para Emilie é mais do que ela poderia esperar. Durante os meses seguintes a jovem começa a organizar os imóveis e bens da família e, é nesse momento que ela mergulha na história do passado de sua família descobrindo respostas para os acontecimentos da sua vida atual. A história do passado é contada por Jacques, um senhor     que trabalhou durante muitos anos no château. Ele narra a vida de Constance Carruthers e como sua vida se ligou a família De La Martinières.

Constance Carruthers esteve aqui comigo durante a guerra― Jacques disse. (...) Ela morou comigo aqui nesta casa por vários meses. Ela era...― Jacques engoliu em seco, com dificuldade ― ... uma mulher muito afável e corajosa. Ela ainda está viva? ― Os olhos azuis do velho Jacques, úmidos pelas lágrimas, queimavam com um lampejo de esperança.

O cenário se intercala entre França e Inglaterra nos levando a momentos marcantes da Segunda Guerra Mundial. Vários personagens surgem durante a trama e, aos poucos vamos descobrindo que todos têm suas vidas ligadas. 


A Luz Através da Janela é mais um best-seller de Lucinda Riley publicado aqui no Brasil pela editora Novo Conceito. A capa é linda, as folhas são amarelas (minhas preferidas) e apesar de ter 539, a leitura flui sem a gente sentir. Entrou para minha lista de favoritos!

Um beijo e até a próxima!
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