Título: O Francês
Autor: Daniel de Carvalho
Editora: Pandorga
Páginas: 228
Ano: 2015.
Ano: 2015.
Classificação: 5/5
Livro Cedido em Parceria com o Autor
Livro Cedido em Parceria com o Autor
Sinopse: Este romance conta uma incrível
história de amor entre um francês e uma descendente de indígenas tupi-guarani.
Esse grande amor é brutalmente interrompido para ressurgir com todas as forças
depois de 272 anos.
Uma parte desse caso de amor se passa no município de Carvalhos, no Estado de
Minas Gerais, no ano de 2013. A outra parte se passa no Arraial dos Franceses,
na Capitania de Minas Gerais, no século XVIII. (...)
O “Mon Journal”, um estranho diário, desaparece misteriosamente no ano de 1741, no Arraial dos Franceses, para ser encontrado apenas no ano de 2013 em Carvalhos. Tal diário é o elo que esclarece a relação entre os dois casais de épocas tão distantes e tão diferentes.
Há, ainda, um estranho ser que os acompanha durante todo o desenrolar da narrativa. Um ser não visível, mas que lhes causa grandes apreensões.
O “Mon Journal”, um estranho diário, desaparece misteriosamente no ano de 1741, no Arraial dos Franceses, para ser encontrado apenas no ano de 2013 em Carvalhos. Tal diário é o elo que esclarece a relação entre os dois casais de épocas tão distantes e tão diferentes.
Há, ainda, um estranho ser que os acompanha durante todo o desenrolar da narrativa. Um ser não visível, mas que lhes causa grandes apreensões.

É fato que eu adoro narrativas
que mesclam passado e presente, que tenham um certo mistério, uma linda
história de amor e um diário que pode revelar muitos segredos. Encontrei tudo
isso em O Francês e muito mais. Foi incrível ver todo o trabalho que o autor
teve para nos apresentar o Brasil do século XVIII e foi com uma escrita leve,
inocente e cheia de ensinamentos que o autor Daniel de Carvalho conseguiu
conquistar minha admiração.
O livro inicia com a chegada de
Jean ao município de Carvalhos. Antes de regressar a São Paulo em busca de
emprego, ele resolveu fazer uma visita ao amigo Alaor e conhecer sua cidade,
mas ele não podia imaginar tudo que passaria por lá. Logo no primeiro dia ele
conhece Karina, uma linda jovem que provoca, instantaneamente, uma sensação
diferente nele:
“Ambos sentiram
um fortíssimo e inexplicável arrepio em todo o corpo. Como essa sensação durou
apenas frações de segundos, foi rapidamente esquecida (...). Alguém, ou algo,
não visível para aquelas pessoas observava de perto o que acontecia.”
Logo o amor nasce, mas o medo do
sentimento não ser recíproco faz com que eles se considerem apenas amigos. Porém,
tudo começa a mudar quando, em uma visita a Karina, Jean e a moça encontram um
misterioso diário chamado Mon Journal. Movidos pela curiosidade eles iniciam a leitura
conhecendo, assim, a história de Yara e Adrian, um casal que viveu no Arraial
dos Franceses, na Capitania de Minas Gerais, no século XVIII.
Adrian nasceu na França, mas
veio para o Brasil com os pais aos 5 anos de idade. Yara era cabocla, filha de
uma índia tupi-guarani com um português. Desde a infância eles tornaram-se
inseparáveis e com o tempo a amizade se transformou em amor. Anos se passam e
tudo já estava certo para o casamento, até que algo terrível acontece e muda o
curso do destino.
Não demora muito para que o
casal do século 21 reconheça as semelhanças, afinal Jean também era um francês
que veio pequeno para o Brasil com os pais e Karina era descendente de
tupi-guarani. O mistério se intensifica a cada segundo assim como o amor entre
eles. Além disso, esse terceiro alguém que sempre causava calafrios no casal
parecia querer dizer algo e confesso que fiquei criando várias teorias sobre o
que tudo isso significava.

Como disse acima, adorei a
escrita inocente de Daniel. Digo inocente, pois há muito tempo não era
apresenta a um romance tão puro, tão verdadeiro, tão belo. Achei genial a
ligação de fatos que o autor criou e a ligação entre os casais. Também gostei
de conhecer mais um pouco o Brasil do século 18 com a busca pelo ouro e o
início da miscigenação característica do país. Além disso, foi muito bacana
acompanhar o resultado do choque de culturas nessa época com a mistura de
linguajar e hábitos de cada um. Temos passagens em francês, todas traduzidas,
além de alguns termos e gírias em tupi e em português de Portugal.
“Chamamos de
caboclos aos filhos de brancos com indígenas tupi-guaranis (...). Há também os
cafuzos ― continuou Borba ―
(...) filhos de negro e índia. (...) Há os mulatos, filhos de brancos com
negros”.
Quanto à diagramação ela está
ótima. Não encontrei nenhum erro de revisão durante a leitura, as folhas são
amareladas e a capa exemplifica toda a história com esse estilo meio
envelhecido e com a presença do Mon Journal. A editora Pandorga fez um ótimo
trabalho!
É com um sorriso no rosto e
acreditando no forte poder do amor que termino esta resenha indicando a vocês a
leitura de “O Francês”! Em tempos onde o “eu te amo” virou algo tão comum é difícil
presenciar um amor verdadeiro. Aquele amor incondicional que você não consegue
se imaginar longe da outra pessoa. E, principalmente por isso, foi maravilhoso
conhecer o amor entre esses casais. O autor Daniel prova que ainda é possível
acreditar nesse sentimento e se entregar completamente a ele. Quando deixamos
que ele nos guie, coisas incríveis podem acontecer e um sentimento tão forte
quanto esse não pode acabar de repente. Ele precisa sobreviver ao tempo, certo?
“― Se mecê não existisse... para
que eu existiria...?”
“― Et si tu n’existais pás,
dis-moi pourquoi j’existirai?”
“― E se você não existisse,
diga-me por que eu existiria?”
Não posso deixar de agradecer
ao autor pela confiança em meu trabalho, a sua querida assessora Thais Turesso
pelo carinho constante, e à editora Pandorga por ter cedido o livro!! Vocês são
demais!!!
Dica!
O lançamento do livro já está
com data marcada!! Então anote na agenda e não perca a chance de conhecer o
autor :)
Ficou interessado e deseja ler? Você pode adquirir seu exemplar nos links abaixo:
Espero que tenham gostado da dica!! Deixe um recadinho para mim :)
Um beijo,







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