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[Resenha] O Assassinato de Roger Ackroyd- Agatha Christie

      
Sinopse: 
            O Assassinato de Roger AckroydEm uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto, esfaqueado com uma adaga tunisiana – objeto raro de sua coleção particular – no quarto da mansão Fernly Park na pacata vila de King’s Abbott. A morte do fidalgo industrial é a terceira de uma misteriosa sequência de crimes, iniciada com a de Ashley Ferrars, que pode ter sido causada ou por uma ingestão acidental de soníferos ou envenenamento articulado por sua esposa – esta, aliás, completa a sequência de mortes, num provável suicídio.
Os três crimes em série chamam a atenção da velha Caroline Sheppard, irmã do dr. Sheppard, médico da cidade e narrador da história. Suspeitando de que haja uma relação entre as mortes, dada a proximidade de miss Ferrars com o também viúvo Roger Ackroyd, Caroline pede a ajuda do então aposentado detetive belga Hercule Poirot, que passava suas merecidas férias na vila.
Ameaças, chantagens, vícios, heranças, obsessões amorosas e uma carta reveladora deixada por miss Ferrars compõem o cenário desta surpreendente trama, cujo transcorrer elenca novos suspeitos a todo instante, exigindo a habitual perspicácia do detetive Poirot em seu retorno ao mundo das investigações. O assassinato de Roger Ackroyd é um dos mais famosos romances policiais da rainha do crime.


Título: O Assassinato de Roger Ackroyd|Autora: Agatha Chistie|Páginas: 308|Editora: Globo Livros|Ano: 2014|Classificação: 5/5 |SKOOB

Resenha: Todo mundo já está cansado de saber que Agatha Christie é a rainha do crime, que seus romances policiais são recheados de mistérios e que quase ninguém (ninguém mesmo) consegue desvendar o final antes da hora. Sempre ouvi isso das pessoas desde que eu era pequena, até que meu primeiro contato com a autora em “Os Elefantes Não Esquecem” não foi tão surpreendente assim. Passaram-se anos, até que decidi ler “O Assassinato de Roger Ackroyd” para o mês do horror desse ano (porque ainda não tomei coragem suficiente parar começar, de fato, a ler livros de terror). E, gente: QUE LIVRO!!!


Em “O Assassinato de Roger Ackroyd” vamos acompanhar mais um caso, aparentemente, sem solução que Hercules Poirot trabalhará para desvendar. É através de uma escrita viciante e de um enredo muito bem elaborado que vamos conhecer personagens que tinham motivos para matar o rico senhor Roger Ackroyd.

Pode-se dizer que o personagem principal da trama é o doutor Sheppard, um médico muito bem conceituado da cidade e que é admirado por todos. Ele vai ser peça fundamental na história ao se tornar meio que o novo parceiro de Poirot nas investigações. Isso porque seu parceiro foi para a Argentina depois que Hercules se aposentou. O médico era a melhor pessoa para o cargo porque tinha informações valiosas que os outros não tinham e estava disposto a ajudar em tudo que o detetive precisasse. Esse, com certeza, é o melhor personagem do livro e vamos ter boas risadas com sua irmã, aquele tipo de mocinha atenta, inteligente e que sabe da vida de todo mundo na cidade.

Ok, mas que assassinato foi esse? Na verdade, antes do assassinato nós vamos acompanhar a morte de Ashley Ferrars, uma das mulheres mais ricas da cidade. Depois da morte do marido, ela viveu uma vida reclusa e passou a ser uma pessoa com o semblante tenso. Roger se apaixonou por ela e a pediu em casamento, o que seria um belo recomeço para a jovem dama. Mas, o livro inicia-se com sua morte e a pergunta que fica no ar é: foi uma morte acidental ou um suicídio?

Fato é que no dia seguinte Roger mostra-se muito perturbado e demostra isso ao convidar o doutor Sheppard para um jantar em sua casa naquela mesma noite. O doutor, preocupado com o amigo, aceita o convite na hora. A questão é que ele se surpreende ao perceber que não era o único convidado. Várias pessoas estão na casa naquela noite o que vai dificultar ainda mais as investigações futuras.

Após o jantar, Roger convida o doutor para uma conversa particular e lhe conta um segredo. Ele expressa seu pânico e compartilha a sensação de estar sendo observado constantemente naquela noite. O doutor Sheppard tenta ajuda-lo, mas respeita a vontade de Roger quando o mesmo deseja ficar sozinho no escritório após a revelação. O que o leitor não conta é que, naquela mesma noite, enquanto Sheppard já se encaminhava para dormir em sua casa, receberia uma ligação do mordomo de Roger dizendo que o patrão tinha sido assassinado.

A partir daí vamos ver que muitas interrogações existem no caso e os suspeitos são muitos. O assassino seria o mordomo ou qualquer outro empregado da casa? A sobrinha e a cunhada de Roger? Seu melhor amigo? Seu secretário? Ou o sobrinho? As perguntas só crescem, afinal, todas essas pessoas se beneficiaram com a morte de Roger Ackroyd (principalmente financeiramente).

Posso dizer que desde o início eu tinha meu palpite em relação a quem era o assassino. Meu palpite só ganhou força conforme as páginas iam passando e, ao final do livro, eu já estava com uma pontinha de decepção porque tinha descoberto antes da hora... Mas, eu errei completamente. O assassino não era quem eu imaginava. Fui pega totalmente de surpresa e fiquei de queixo de caído ao final da leitura.


Esse livro superou muito as minhas expectativas e se tornou um dos melhores que li esse ano! Agradeço muito o convite da leitura conjunta aos meus amigos porque foi graças a eles que eu decidi ler Agatha Christie esse mês e tive essa leitura maravilhosa.

Junto comigo, outros amigos também leram um livro para o mês do horror, mas, cada um com um livro diferente. Vou deixar o link dos blogs deles caso vocês queiram conferir as demais leituras e resenhas :)

Nenhum texto alternativo automático disponível.


E se você já leu esse livro, deixe um comentário pra mim dizendo o que achou! Será que eu fui a única que ficou tão surpreendida com o final??


“Essa também é meu lema. Método, ordem, e as pequenas células cinzentas”.

Um beijo e até a próxima!

4 comentários:

  1. Bah!
    Antes de mais nada preciso dizer que super me identifico com a parte em que diz "não tomei coragem para começar, de fato, a ler livros de terror!" Estamos juntas nessa! rs

    Tem muitos e muitos anos que não leio nada da Ághata Christie, mas eu acho ela sensacional, pelo menos achei até hoje nos dois ou três livros que li da autora. Adorei sua resenha e realmente, apesar de ter quase certeza de que esse título habitava a estante de vovó-fã-de-Ághata-Christie, não me lembrava dele!

    Bjs*.*
    O que disse, Alice?

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  2. Oi Bah!
    Agatha rainha!
    Esse livro é muito bom, QUE FINAL! ❤
    Que bom q gostou da leitura, queria q td mundo fosse amasse os livros dela! hahah
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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  3. Oi Bárbara!
    Adoro quando Agatha Christie nos convence de que sabemos quem é o assassino e chega no final ela joga na nossa cara que estávamos errados o tempo todo kkkkkkk
    São poucos autores que conseguem criar toda essa atmosfera de suspense e confundir o leitor com tamanha habilidade.
    Ainda não li esse,mas olha que fiquei aqui me contorcendo de curiosidade pra saber o final hahahahahhahaa
    Beijos!

    http://livreirocultural.blogspot.com.br/

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  4. Amiga sou como você com livros de terror, mas acho que eu ainda tento (já li alguns e gostei muito) o segredo é escolher bem. Quem sabe em 2018 vc não tenta!?
    Sobre esse livro da Rainha do crime, ainda não li e não sabia que era tão bom. Já li uns três livros dela e adorei cada um, com certeza em 2018 quero ler mais (minha mãe tem vários, vou olhar se ela tem esse que vc indicou). Enfim parabéns pela leitura, pela resenha e pela foto (que mais uma vez ficou ótima). Amei a dica de leitura. Beijos

    Leituras, vida e paixões!!!

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